terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O PASTOR SILAS MALAFAIA E O ESPÍRITO DO MUNDO


          É sabido que o pastor Silas Malafaia, é um apologista-polemista. Isso se revela, claramente, nos seus argumentos, nos temas de suas mensagens, na maneira que fala, etc. Ele utiliza armas de comunicação para anular os pensamentos opostos. Isso ele deixou claro no programa DE FRENTE COM GABI, no último domingo.
O pastor Silas sabe que para que a Apologética seja eficaz, é necessário que ela refute os pensamentos não cristãos e defenda as doutrinas cristãs mostrando sua lógica, sua coerência e consistência. Porém este ato de atuar, é, também, um ato de comunicação que envolve o homem, assim, se este homem não estiver contemplado em sua totalidade na Apologética, a ação apologética estará comprometida. É necessário, também, que se haja critérios de julgamento para as ideologias não cristãs, por isso é importante que o evangelista tenha conhecimento de todo arcabouço doutrinário das ideologias não-cristãs.
            Buscando a Coerência e a Consistência
Ao analisarmos as ideologias não cristãs é importantíssimo que trabalhemos com a coerência e a consistência. Um pensamento coerente é aquele que é congruente, que se harmoniza com o fim a que se destina. Assim, se a teoria não condiz com a praticidade dela mesma, toda a estrutura temática que se defende é incoerente, portanto não é verdadeira. Já um pensamento consistente é aquele que não tem contradição, que tem coerência lógica. Dessa forma, todo pensamento que, no meio se contradiz, não é consistente, portanto não é verdadeiro
            RESPONDENDO AO MUNDO NÃO-CRISTÃO
            De acordo com Tilich (1984, apud SILVA, 2005), “A teologia apologética é uma teologia que responde. Responde às perguntas implícitas na situação, com a força da mensagem eterna e com os meios que a situação lhe proporciona e a cujas perguntas responde”. Concordo com essa afirmação de Tilich, pois se a Apologética cristã não pode responder aos questionamentos lançados ao Cristianismo, ela não serve para defender a fé Cristã. Porém gostaria de ampliar esse pensamento de Tilich dizendo que a teologia apologética é uma teologia que pergunta e seus questionamentos visam minar o campo das teorias anticristãs e servem para mostrar as inconsistências dessas teorias. É exatamente isso que farei neste capítulo, pois apresentarei diversas perguntas que poderão ser usadas pelos cristãos no ataque às ideologias não-cristãs na defesa da fé bíblica.
            Diante das afirmações acima, o resumo é: devemos questionar os liberais de nossa sociedade sobre a coerência de seus ensinos; é necessário questionar o movimento LGBT sobre a consistência de suas doutrinas; é de suma importância questionar às feministas-abortistas sobre o valor da vida para elas. Mas também devemos mostrar a incoerência de seus pensamentos, a inconsistência de seus argumentos, e é isso que o pastor Silas Malafaia tem feito, e isso incomoda, irrita os não-cristãos que concordam com as práticas liberais.
          Mas por devemos mostrar a incoerência das ideologias não-cristãs? A resposta está nas palavras do teólogo, filósofo, êx-agnóstico, Frances Schaeffer:

“é ilusório esperar que as pessoas da próxima geração, em qualquer época, continuem na posição cristã histórica, a menos que lhes seja mostrado como são enganadores os argumentos e conotações levantadas contra o Cristianismo e contra eles próprios pela sua geração. È necessário que preparemos jovens cristãos para enfrentar a cultura monolítica (de nosso século)...ensinando-lhes qual é o ataque específico em nossa geração, em contraste com os ataques das gerações anteriores” (1985).

O ESPÍRITO DO MUNDO, HOJE
Apesar de os pensamentos não cristãos estarem unidos pelo relativismo e humanismo, eles assumem  formas diferentes a cada geração. Assim, em uma geração a forma geral da ideologia não cristã pode ser a utilização de músicas eróticas para seduzir as pessoas para o liberalismo sexual e para desvirtuar as crianças daquilo que é considerado moralmente aceitável.
            Diante desta informação é importantíssimo os cristãos saberem qual é a forma que o pensamento mundano –chamado por Schaeffer de o espírito do mundo, porque opera com uma só ênfase em toda a cultura mundana – toma em nossa geração para então mirarmos nossas armas para as áreas específicas nas quais a ideologia do mundo está atuando de maneira mais forte. Se não for assim, perderemos terreno pois estaremos atacando terrenos onde não há a atuação do Diabo. Foi isso que levou Lutero a afirmar que:
“Se proclamo com a mais alta voz e a mais clara exposição cada porção da verdade de Deus, exceto precisamente aquele pequeno ponto que o mundo e o diabo estão naquele momento atacando, não estou confessando a Cristo, por mais arrojadamente que esteja proclamando Cristo. Onde a batalha está mais acesa é que a lealdade do soldado é posta à prova. E ficar firme em todos os outros campos de batalha nada mais é que fuga e vergonha recusar-se naquele exato ponto”  (Martinho Lutero, apud, SCHAEFFER, 1985:20).
            Diante dessas palavras de Lutero os cristãos devem ficar atentos aos desafios ideológicos que aparecem a cada geração para terem eficácia na proclamação da mensagem bíblica. Nesse início do século XXI, o espírito do mundo tem atuado, em toda a cultura, nas seguintes áreas:
1.      Defesa do sexo livre, pensamento defendido nas escolas, nos consultórios de psicólogos e psiquiatras, nas músicas, etc.
2.  Ataque ao modelo monogâmico de casamento - Isso se dá pela defesa do homossexualismo e lesbianismo. Esta defesa se faz presente nas músicas, nos consultórios psiquiátricos e psicológicos, no mundo político, na imprensa, nas famílias, etc.
3.      Relativização da autoridade paterna e materna. A razão disso é que se os pais perdem a autoridade eles não têm condições de impor limites aos seus filhos, e como conseqüência não têm forças para ensinarem contra os temas defendidos pela mídia, pelo movimento homossexual, pela sociedade como um todo. Assim, os filhos estão livres para escolher o caminho que quiser sem ter que prestar contas a seus pais.
4.      Liberalização das drogas – Experimentar drogas é, para muitos jovens, a autenticidade de liberdade, dessa forma, não há razão para eles respeitar o Estado na luta contra as drogas, e como os pais perderam a autoridade de ensinar, esses jovens são presas fáceis da ideologia liberal em favor das drogas.
5.      Utilização da Música e dos Meios de Comunicação de Massa Para Manipular e Defender o Liberalismo Ético – Isso auxilia a minar o poder de influência dos pais sobre os filhos e de todos aqueles que lutam contra o liberalismo, pois eles se sentem impotentes, e como há a autenticação da mídia para o sexo livre, para o homossexualismo, para a traição, etc., eles se sentem isolados do mundo se  não concordarem com os pensamentos defendidos pela mídia em suas programações.
6.      HOMOSSEXUALISMO, cuja defesa está mais forte do que nunca nos dias atuais.

Identificadas as áreas onde o espírito do mundo atua, é importante atacá-las, minar suas teorias, mostrar, de maneira clara e enfática o que Deus pensa, só assim as pessoas menos esclarecidas poderão ver o farol de Deus  apontando o caminho a seguir.
É necessário informar que o pastor Silas Malafaia já mostrou, claramente, quais áreas ele se dedica a atacar, porém há muitas outras áreas que as igrejas necessitam mostrar o posicionamento de Deus: drogas, sexo livre, pornografia, corrupção, etc. Esta ação gera crítica, atrai inimigos, cria divisão, inclusive entre os crentes, pois alguns não estão preparados para agir apologeticamente, e outros confundem estilo de abordagem, como a do Silas Malafaia, como arrogância. Porém o importante é agirmos apologeticamente, isso facilitará a evangelização, é o chamado pré-evangelização que abre as portas para o evangelismo. Sobre isso falarei em outro texto.

Por prof. João Moreno de Souza Filho. 
Texto protegido pela Lei de Direito Autoral. Qualquer utilização só com a indicação da fonte e com o texto entre aspas. 

Bibliografias consultadas.

SOUZA FILHO, João Moreno de. APOLOGÉTICA: Preparando o Cristão Para a Batalha. Livro em fase de conclusão.
SCHAEFFER, Francis A. O Deus Que Intervém. Brasília: Refúgio, 1985.

4 comentários:

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Carpo amigo e pastor João Moreno,
A Paz do Senhor.

Concordo plenamente com o seu texto!
Não concordo com, todas as atitudes do pr. Silas Malafaia, mas está claro e evidente sua capacidade de chamar atenção da mídia, para a defesa dos princípios cristãos, principalmente os referentes à família.

Um grande abraço,

Pr. Carlos Roberto

Mimi, Lili e Theo disse...

ÓTIMO TEXTO PROFESSOR JOÃO MORENO!COMO DISSE O PR. CARLOS EU TB NÃO CONCORDO COM TODAS ATITUDES DO PR.SILAS MALAFAIA MAS, NAQUELE MOMENTO PRA MIM ELE FEZ SUA PARTE E COMO DISSE SEU TEXTO "MAS A MUITO MAIS ÁREAS A DEFENDER..."Q DEUS NOS CAPACITE A REAGIRMOS APOLOGETICAMENTE PARA QUE CORAÇÕES VENHAM SER ALCANÇADOS PELA BOAS-NOVAS DE CRISTO...ABRAÇOS LILI DO MIMI

O FAROL disse...

Concordo plenamente com o senhor, pastor Carlos Roberto Silva. Há pontos que também discordo no pastor Silas Malafaia.

O FAROL disse...

Obrigado Mimi, Lili e Theo. rsrsr. Oremos pelo pastor Silas Malafaia para Deus lhe dá sabedoria e o guardar. Também não concordo com todos os métodos que ele usa.