sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

GABI, A IMPRENSA, OS LIBERAIS E A LEI MORAL


           
O PESO E A REALIDADE DA LEI MORAL

“Duas coisas me impressionam: o alto céu estrelado e a lei moral no meu intelecto” 
Immanuel Kant
Foto extraída do site:
http://weberchagas.files.wordpress.com/2010/10/certo_
ou_errado_1.jpg
                A lei moral dentro do homem é considerada, junto com os milagres, um dos argumentos mais fortes a favor da existência de Deus. O argumento baseia-se na premissa de que há uma lei moral objetiva em todos os homens, em todos os povos e em todas as culturas. Ora, leis morais implicam um legislador moral, pois senão elas não existiriam. Isso nos leva a perguntar: Quem criou a lei moral? A Bíblia diz que foi Deus, cujas leis foram ensinadas aos homens através de seus profetas, escritos etc.
            Evidentemente sabe-se que os relativistas, ateístas, evolucionistas e materialistas tentam de todas as formas acabar com o princípio da objetividade moral universal. Porém isso é impossível e, por isso, inútil. Vejamos alguns exemplos que mostram a universalidade da lei moral:

Todos os seres humanos têm o senso de certo e errado.
É universalmente aceito que Hitler estava errado. Só um louco diria que Hitler estava certo.
É universalmente defendido que a guerra é um mal.
O roubo é rejeitado em todas as culturas.
Nenhuma cultura premia o homicídio, exceto em culturas primitivas (como as indígenas) para as quais a morte é consequência de uma maldição. Mas mesmo nesse caso, ela se baseou no conceito de errado da tribo.
Ninguém, em sã consciência, defende a infidelidade e a mentira como algo louvável.
É universalmente abominável o ato de um pai ter relacionamento sexual com seu filho, mais abominável ainda será, para a sociedade, se o filho for criança.
Etc.
           Esses exemplos são suficientes para provar que há leis morais universais objetivas. Quem criou
essas leis? Quem foi o legislador que as colocou no ser humano? Como os homens sabem o que é certo e errado?
            É bom deixar claro que as leis morais não são resultado de tabus sociais ou de convenções culturais, como afirmam muitos, o que é um engano, pois para haver convenções culturais, seria necessário haver, primeiro, o conceito de certo e errado. Assim, as convenções culturais se baseiam no certo e errado, e não o contrário. Mas como é que os homens sabem o que é certo e o que é errado? Como esses conceitos estão presentes, de maneira tão forte, no interior das pessoas?
            Essa pergunta é respondida por Paulo em Romanos 2.14-15:
“Quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei. Eles mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os”.
            Nesse texto, Paulo deixa claro que no ser humano há uma lei moral e que por isso todos os homens sabem o que é certo e o que é errado. Dessa forma, quando eles praticam algo errado, pecaminoso, a consciência deles os acusa. Outro ponto importante é quando Paulo deixa claro o fato de as pessoas fazerem aquilo que é correto, ético, provando que eles conhecem a lei moral e sabem escolher certo. Assim, se alguém condena, por exemplo, o incesto, é porque essa pessoa sabe que tal prática é moralmente reprovável. Logo, a lei moral está viva dentro dela. Por isso, essas pessoas são indesculpáveis diante de Deus quando fazem algo errado como, por exemplo, praticar o adultério, pois a mesma lei que condena o incesto condena o adultério, o roubo, a mentira, as drogas. Não tem como fugir disso. Não tem por onde criar outra lei, de forma que haja uma lei moral contra o incesto e outra lei que defenda o adultério, as drogas, a mentira. Na verdade, tudo o que o homem sabe sobre o certo e o errado se baseia numa só lei moral, universal.
            É bom deixar claro que os antiteístas não aceitam leis morais objetivas, absolutas e transcendentes.  Para eles tudo é relativo. É a tentativa de fugir da objetividade moral presente em todos os homens. Essa tentativa se mostra incoerente porque se não há leis morais objetivas, pois é tudo relativo, como é que eles defendem seus pensamentos como corretos? Baseados em que lei eles dizem que estão certos? 
        Essa incoerência se acentua quando eles se posicionam, objetivamente, contra erros que são universalmente reprováveis como, por exemplo, a mãe fazer sexo com o próprio filho. Ora, se não há objetividade e se tudo é relativo, eles deveriam ser os primeiros a agir relativamente e não se posicionar contra erros morais.
            Esse ato de os relativistas se posicionarem contra erros, não só prova a lei moral dentro do homem, mas também revela que o conhecimento moral sobre Deus está em todas as culturas e em todas as pessoas. Isso pode ser comprovado nos estudos das culturas primitivas e na Bíblia, em Romanos 1. 18-21:
“Do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade pela injustiça, visto que o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lhes manifestou. Pois os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que foram criadas, de modo que eles são inescusáveis”.
            Está claro, no texto acima, que todos os homens sabem, no seu interior, que Deus existe. Não tem para onde eles fugirem, o que os leva, naturalmente, a agir de acordo com seus conhecimentos sobre a Divindade. É o que Immanuel Kant chamou de “imperativo categórico”, ou seja, aquilo que impele a pessoa a agir. Por isso, fazer o bem é um instinto presente em todos os homens, em todas as culturas, e isso sem qualquer incentivo estatal, de dinheiro.
            Esse imperativo categórico de Kant é chamado por outros de “senso do dever”,  indicando que todos os homens sabem, intuitivamente, o que devem fazer para serem corretos e justos. Os niilistas[1] afirmam que esse senso do dever deve ser ignorado. É a tentativa de rejeitar aquilo que os acusa pelo relativismo deles. Essa ignorância só é possível se o homem rejeitar voluntariamente o senso do dever e colocar, no lugar dele, todos os argumentos filosóficos ateus, humanistas e materialistas. Não é uma tarefa fácil, pois se trata de mutilar aquilo que é parte integrante da natureza do homem. Mas isso é como tapar o sol com a peneira, pois eles estão no universo de Deus, e mesmo enclausurados em suas bolhas teóricas eles são bombardeados, diariamente, com evidências do criador.
            Concluo este tópico afirmando que o homem é um ser incuravelmente religioso e que por isso ele não é somente homo sapiens, mas também homo religiosus. Afirmo, também, que se não existisse Deus, não haveria base adequada para fazer o certo nem para lutar contra o que é errado, tudo na sociedade seria permitido, o que seria um caos. Por isso, ou temos Deus e seguimos o seu padrão ético, ou não temos Deus e seu padrão ético.
              Não tem para onde o homem fugir, pois ele está envolvido pela Lei Moral, assim como ele está preso pela Lei da Gravidade e sob o peso da atmosfera. Ela está presenta, com o mesmo peso, com a mesma eficiência, no gay, na prostituta, na lésbica, no corrupto, no mentiroso, no pastor, no padre, no juiz, nos políticos, no adolescente, no drogado. É só parar de argumentar, racionalmente contra ela(uma tentativa de sepultar a Lei Moral), se voltar para o interior, se silenciar, que o homem a encontrará, lá, bem no recôndito do seu ser. 

Niilismo – Do latim nihil, que significa “nada”. Esta palavra tem sido utilizada por muitos para expressar a negação de toda existência ou valor. Assim os niilistas são relativistas radicais, rejeitando qualquer valor moral. Esses pensamentos niilistas são contraditórios, primeiro porque para negar a existência, é necessário existir para negá-la, o que prova a existência. Segundo porque a negação dos valores exige a crença de que essa negação tem algum valor, mostrando que há valores conceituais.

POR PROF. JOÃO MORENO DE SOUZA FILHO. 

Extraído do livro: APOLOGÉTICA: Preparando os Cristãos para a Batalha, de João Moreno de Souza Filho. Livro em fase de conclusão. 

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