quarta-feira, 15 de maio de 2013

A ÉTICA E A CULPA DO ESTADO PELO MAU COMPORTAMENTO DOS ALUNOS


          Hoje fui à uma escola pública estadual dar meu nome para professor eventual. Ao questionar a secretária sobre as disciplinas fiquei surpreso, para não dizer escandalizado, ao saber que na grade curricular não há a disciplina ÉTICA. A única resposta que a secretaria pode me dar sobre isso foi: “isso vem lá de cima”, ou seja, vem do centro do poder, da Secretaria de Educação, do Governo do Estado.
            Esta realidade curricular me levou a rever o tema da reunião dos professores, nesta mesma escola, com os pais dos alunos, há um mês: o mau comportamento dos alunos em sala de aula. Os professores pediram a cooperação dos pais para ajudar os alunos a se comportarem melhor.
Neste contexto educacional, como professor há mais de 20 anos, e como psicopedagogo, posso aceitar que há diversos fatores causais do mau comportamento dos alunos em sala de aula: O CONTEXTO FAMILIAR, dentre eles a falta de limites para os filhos, a ausência dos pais na educação, etc; FATORES INTERNOS, dentre eles irritação, depressão, etc; FATORES ECONÔMICOS que levam adolescentes à baixa-auto estima; FATORES INSTITUCIONAIS que têm a ver com a infra estrutura escolar, a preparação dos professores, a maneira como os professores tratam os alunos, etc. 
Porém há um fator causal da indisciplina dos alunos em sala de aula, que é O CURRÍCULO. No meu tempo de escola havia as disciplinas de Moral e Cívica, OSPB. Nós alunos discutíamos, em sala de aula (e em casa) as bases do bom comportamento social. Hoje, o Estado não só colocou essas disciplinas no baú da história  mas também expAté parece que ele, o Estado, tem todo o poder para influenciar os alunos a serem bons educandos só com a estrutura institucional estatal.
ulsou disciplina como a ÉTICA.
Quem decidiu que a ética não deve fazer parte da grade curricular se esqueceu que é ela que ajuda as pessoas a analisar os comportamentos e a agir de acordo com aquilo que é certo, que é coerente com as virtudes da moral. Esses teóricos de gabinete se esqueceram, também, que a ÉTICA é o “conjunto de todas as virtudes, como: Sabedoria, amor, justiça, prudência, humildade, obediência, respeito, bondade, verdade, compaixão, submissão, integridade, fidelidade, lealdade, etc.  POR ACASO HÁ ALGO DE MAL NESSAS VIRTUDES QUE NÃO POSSAM SER ESTUDADAS EM SALA DE AULA? HÁ ALGO DE REPROVÁVEL NA ÉTICA QUE A IMPEÇA DE FAZER PARTE DA GRADE CURRICULAR?
A resposta a essas perguntas é um grande NÃO!! Então por que o estado expulsou a ética da escola? A resposta é simples: por razões ideológicas, políticas, filosóficas. Os educadores que mandam na educação são secularistas, materialistas. Eles não reconhecem o homem como ser material e espiritual, que precisa conhecer o lado da moral, da ética e são preconceituosos com tudo que se liga á religião e às qualidades espirituais. Com a ausência da Ética o Estado não tem peso moral para exigir que os alunos sejam educados, respeitosos, pois como exigir essas qualidades dos educandos se a ética não entra no currículo?
É bom deixar claro que o concreto, as disciplinas exatas, o conhecimento do idioma, etc, não transformarão os alunos, mas a ÉTICA os guiará pelo caminho do bom comportamento.

Que os governantes revejam seus conceitos e traga a Ética para a grade curricular pois o Estado não conseguirá influenciar os alunos, no campo da ética, com a estrutura institucional, com as disciplinas racionais e racionalizantes. É necessário um componente transcendente que apela à alma, ao espírito,  ao centro da moral. Me refiro à Ética.

 Os pais agradecerão.

João Moreno de Souza Filho.
Jornalista, Teólogo e Psicopedagogo.
(19) 8324-6484                                                                              


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