quinta-feira, 22 de março de 2012

A RELIGIÃO NÃO LIGA O HOMEM A DEUS

     Há um pensamento popular que afirma ser a religião um instrumento que liga o homem a Deus. Esta crença se fundamenta na origem da palavra latina para religião: religare: religar, atar. Porém, quando comparamos esta palavra com o conceito sociológico da religião e com o que a Bíblia afirma sobre a comunhão que o homem deve ter com Deus, descobrimos que a religião não liga o homem a Deus. Esta afirmação se fundamenta nas razões a seguir:
     Em primeiro lugar, a religião não foi criada por Deus. Ela é, na verdade, o conjunto de crenças, de ritos, de dogmas, de símbolos, etc, criados pelo homem com o objetivo de se unir com o ser absoluto. A criação desses elementos religiosos é resultado da ruptura que houve no Éden entre o homem e Deus, conseqüência do pecado. Na tentativa de voltar-se para Deus, o homem criou os esses elementos religiosos.

     Esses elementos, constitutivos da religião, não podem ligar o homem a Deus, pois eles não garantem que o devoto esteja de fato fazendo a vontade de Deus ao praticar os ritos religiosos. Ele pode, simplesmente, praticá-los, por tradição, mas esta prática não garante a comunhão com Deus, que só se dá no interior do homem.

     Sendo a religião criação do homem, ela é, logicamente, humana, e como tal está contaminada com a imperfeição humana: orgulho, desejo de dominação, etc. Ora, o que é humano jamais pode levar o homem para o que é Divino, pois, somente o que é Divino pode elevar o homem para o padrão que o Altíssimo requer da humanidade.

     A terceira razão que me leva a afirmar que a religião não liga o homem ao Eterno se baseia na Teologia que afirma serem a fé, a conversão e o arrependimento, caminhos para o homem se chegar ao Todo-Poderoso. Ao falar sobre a fé, a Teologia deixa bem claro que ela é fruto da Palavra de Deus, somente, e não dos ritos religiosos. Ao comentar sobre a conversão e a respeito do arrependimento, a Teologia ensina que eles são atos dos homens, em direção à Deus, resultado da Santa Palavra.

     O quarto e último argumento que quero apresentar para provar a minha afirmação presente no título deste artigo se baseia em Gálatas 5.22. Neste texto a Bíblia nos fala sobre O FRUTO DO ESPÍRITO: o amor, o gozo do Espírito, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio. Essas virtudes não estão presentes na religião (nem na religiosidade de muitos) e em seus símbolos, mas são resultados somente da ação do Espírito Santo no interior do homem que aceita a Cristo como Senhor e Salvador.

      A ausência do Fruto do Espírito torna o homem vazio de Deus, a religiosidade ineficaz e a religião morta. É esta ausência – na religião - que faz com que muitos religiosos não tenham a paz que a Bíblia promete, a alegria que só Jesus pode dar e a mansidão que Deus requer dos homens.

     Não quero com este artigo pregar contra toda e qualquer religião, até porque eu faço parte de uma religião. O que eu desejo é deixar bem claro que para o homem ter comunhão plena com Deus ele deve viver a essência das Escrituras Sagradas, ter enraizado em seu espírito a Ética divina e produzir o Fruto do Espírito. Para que este viver seja possível o ser humano deve se desprender da religiosidade e deve abraçar ao Eterno e viver em espírito e em Verdade!
A Deus toda a glória!
Prof. João Moreno de Souza Filho
jmorenofilho@uol.com.br

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