quarta-feira, 21 de março de 2012

O CARÁTER DE ATAQUE DA MENSAGEM CRISTÃ

O Caráter de Ataque da Mansagem Cristã


       É importante defendermos a nossa fé com argumentos bíblicos, lógicos e racionais, isso está claro para a maioria dos cristãos. Porém, pouco adianta justificarmos nossa fé se não conseguirmos anular, destruir os argumentos que se levantam contra o conhecimento de Deus, pois o não-crente continuará com argumentos para sustentar seus posicionamentos e suas práticas. Daí a razão de, junto com a apresentação da razão da nossa fé, utilizarmos meios para anular os argumentos dos pecadores, pois dessa forma eles ficarão sem base, e ao observarem as bases da nossa fé, serão impelidos a aceitar nossos argumentos. Porém, isso não é garantido, pois, um não-crente, mesmo sem condições de defender seus argumentos e sem a possibilidade de anular os argumentos dos cristãos, pode não aceitar a doutrina cristã por várias razões: o orgulho, o amor às práticas pecaminosas, apego às tradições familiares e religiosas, etc.

      Porém é importantíssimo que anulemos os pensamentos não-bíblicos, mesmo que os pecadores não aceitem a Cristo, pois isso os torna indesculpáveis perante Deus, enfraquece a disseminação das heresias e das doutrinas liberais, evitando que muitos inocentes e simples caiam em suas armadilhas, e fortalece os argumentos cristãos perante a sociedade. Dentre os pensamentos que devemos anular, se encontram: a defesa do aborto, a valorizaçao do homossexualismo, o liberalismo que não aceita nenhuma base ética como fundamento para as práticas humanas.

      texto bíblico que reforça o caráter de ataque da Apologética se encontra em 2 Co.10.4,5, que diz:

                   “As armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus,
para destruição das fortalezas. Derrubamos raciocínios e toda altivez que se levante contra o
conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo”.

     Esse texto deixa claro que o ato de ganhar as pessoas para Cristo constitui-se numa batalha, numa guerra que passa pela mente. Com isso, ele tira a batalha da fé do campo do misticismo, da emoção e a coloca no nível da razão, do raciocínio humano. Por isso, Paulo disse que “derrubamos raciocínios”. Os raciocínios que o Apóstolo disse que derrubamos são todas as ideologias criadas para enganar o homem e mantê-lo no erro e para combater a Bíblia. Elas, de acordo com o apóstolo dos gentios, devem ser derrubadas, ou seja, anuladas.

     O resultado da anulação das ideologias anticristãs é a aceitação da fé bíblica pelos não-crentes. Essa aceitação deve ser racional, deve passar pela mente, deve ser fruto de uma decisão totalmente lógica, por isso Paulo falou: “levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo”. Isso mostra que a batalha do evangelho se dá, também, na mente.


     Quando Paulo falou “levamos cativo”, ele não fala de uma prisão intelectual, de algo que tire a liberdade das pessoas raciocinarem. Ele diz que os argumentos que devemos apresentar aos não-crentes devem ser tão fortes, ao ponto de ser impossível eles fugirem das nossas justificativas, eles serão, dessa forma, “aprisionados” pelos nossos argumentos. Uma vez cativos pelos argumentos bíblicos, eles serão levados “à obediência de Cristo”. Isso é muito belo, pois deixa claro que as pessoas não devem obedecer a Cristo como resultado de manipulação bíblica (como muitas igrejas fazem, inclusive evangélicas), mas como fruto de uma escolha que passou pela mente, que foi julgada pelo raciocínio.

     Essa característica de confronto da apologética está presente em Tito 1.9, uma das Epístolas Pastorais. No texto, Paulo diz que o obreiro “deve reter firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar na sã doutrina como para convencer os contradizentes”. Essa parte final, “convencer os contradizentes”, em algumas traduções está escrito da seguinte maneira, e na Bíblia de Jerusalém (Bíblia Católica) está escrito: “Para refutar os que a contradizem”. Isso deixa claro que a pregação Bíblica que não anula as heresias é fraca e não tem poder de convencer os pecadores de seus erros.

Este texto faz parte do meu próximo livro: APOLOGÉTICA, equipando os cristãos para a batalha.
 
Prof. João Moreno de Souza Filho.

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