quinta-feira, 15 de março de 2012

QUESTÃO INCOERENTE COM O EDITAL E IRRELEVANTE NO CONCURSO DO SENADO FEDERAL

Segue abaixo meu recurso contra a questão 26, do caderno Laranja, do concurso para o Senado Federal, cargo, Analista Legislativo.

Prezados senhores, boa tarde.

Solicito a anulação da questão 26 do caderno Laranja, do concurso ANALISTA LEGISLATIVO, Apoio Técnico ao Processo Legislativo - Processso Legislativo.

SEGUE A QUESTÃO:"Em 2012, celembram-se 90 anos da Semana da Arte Moderna. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir:

I - O evento ocorreu nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 no Theatro Municipal de São Paulo.
II - Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Villa Lobos participaram da Semana.
III - As VAIAS (destaque meu) de Monteiro Lobato durante a semana contra a exposição da pintora Anita Malfatti foram um dos pontos mais polêmicos do movimento.
Como respostas corretas, o gabarito colocou a letra C, que indicam os números I e III como corretos.
SEGUEM AS RAZÕES PELAS QUAIS SOLICITO A ANULAÇÃO DA QUESTÃO:

1) INCOERÊNCIA COM AS EXIGÊNCIAS DO EDITAL. A questão está dentro da área CONHECIMENTOS GERAIS que exigia, dentre outros conhecimentos, domínio da área MUNDO CONTEMPORÂNEO: elementos de política internacional e brasileira. Cultura internacional. Cultura e sociedade brasileira: música, literatura, artes, arquitetura, rádio, cinema, teatro, jornais, revistas e televisão. DESCOBERTAE E INOVAÇÕES científicas na atualidade e seus impactos na sociedade contemporânea. O desenvolvimento urbano brasileiro. Meio ambiente e sociedade: problemas, políticas públicas, organizações não governamentais, aspectos locais e aspectos globais.ELEMENTOS DA ECONOIMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEA. Panorama da economia nacional.

De acordo com as exigências contidas no Edital, NÃO FOI EXIGIDO DO ALUNO CONHECIMENTO SOBRE EVENTO QUE ACONTECEU EM 1922. Pelos elementos DESTACADOS EM CAIXA ALTA, fica claro que os organizadores do concurso se preocuparam com a atualidade.

2) IRRELEVÂNCIA PARA O CARGO PRETENDIDO - Saber se Monteiro Lobato vaiou ou não a pintora Anita Malfatti, EM 1922, não mostra capacidade para exercer o cargo de ANALISTA LEGISLATIVO, numa instituição TÃO SÉRIA QUE É O SENADO. Se a questão buscasse saber conhecimento do concursando sobre os acontecimetnos da Semana da Arte Moderna da Conteporaneidade, nos últimos 05 anos, ACONTECIMENTOS QUE FORAM NOTICIADOS NA MÍDIA, seria pertinente, MAS NINGUÉM OUVIU FALAR, NEM NA MÍDIA NEM EM ESCOLA PÚBLICA, NEM EM ESCOLA PARTICULAR, sobre as vaias de Monteiro Lobato em 1922. ISSO PROVA A TOTAL IRRELEVÂNCIA DO TEMA para que um ANALISTA LEGISLATIVO possa agir em 2012 no SENADO FEDERAL.

Finalizo com uma pergunta: SABER SE EM EM 1922 MONTEIRO LOBATO VAIOU UMA PINTORA, É CONHECIMENTO CONTEMPORÂNEO?

Atenciosamente,
João Moreno de Souza Filho.

2 comentários:

Anônimo disse...

Prezado, o conceito de mundo contemporâneo se associa ao de idade contemporânea que começa lá pelo século XIX. O famoso Monteiro Lobato não vaou "uma pintora" ele vaiou uma pintora que se tornou MUITO FAMOSA e o texto di que foi um dos pontos polêmicos do evento não foi uma incidentezinho qualquer. Se a banca fizesse perguntas óbvias, do tipo "em que ano aconteceu a Semana de Arte Moderna" todo mundo acertava e o concurso terminava com milhares de candidatos empatados no primeiro lugar. Saber que o aconteceu há 5 anos é relevante, mas a História se compreende também sabendo fatos antecedentes que deram origem aos fatos mais recentes. Não basta ter vivido os últimos 5 anos, há que se estudar o que aconteceu antes de a gente nascer. O concurso visa aferir conhecimento, mas também compatibilizar o número de candidatos com o número e vagas. Eu acho que seu recurso está pouco embasado, tem alguma lógica, mas apresenta muitas falhas e a solução eu diria que é estudar mais. Concurso público, como diz William Douglas, não é estudar para passar, mas estudar até passar. Sucesso!

Anônimo disse...

Prezado, num concurso que teve 80 questões, 40 foram para os conhecimentos específicos, os organizadores colocaram uma questão dessa, sobre um fato que aconteceu em 1922, É "CASCA DE BANANA", POR DIVERSAS RAZÕES: 1) quem se dedicou a estudar o que é relevante para o concurso, não valorizou este conhecimento:AS VAIAS DE MONTEIRO LOBADO EM 1922. Logo, pode ter errado; 2) Quem não estudou sobre artes, pode ter acertado NO CHUTE, e isso não é justo, especialmente num concurso para o cargo de Analista Legislativo no Senado Federal; 3) Há tantas coisas mais relevantes na história da arte brasileira, que escolher as vaias de Monteiro Lobado há tanto tempo é NO MÍNIMO DESPREZAR A HISTÓRIA da arte brasileira.
A minha crítica se deveu a dois fatores: 1) Acredito que devemos ter uma escala de relevância e prioridade para tudo na vida; 2) Foi mais uma atitude com o objetivo de chamar a atenção para que tenhamos mais normas objetivas nos Concursos Públicos. Já há discussão no meio jurídico para sabe se o judiciário pode ou não anular questões objetivamentes erradas. Por um entendimento não pode, POIS TRATA-SE DE UM ATO ADMINISTRATIVO. Porém há correntes que acham esse pensamento está equivocado.
Com relação ao seu argumento de que devemos conhecer o que aconteceu antes de nós nascermos, vamos ao seguinte ponto.

SE fosse solicitado conhecimento sober a história da independência do Brasil, e caisse uma questão sobre onde Dom Pedro I dormiu antes de dá o Grito do Ipiranga, seria correto, coerente com a grandiosidade da história da Independência do Brasil? Pelo que você falou, sim, pois deveriamos saber o que aconteceu antes de nós nascermos. Porém, refuto o seu pensamento dizendo: Devemos saber sim, mas principalmente o que é relevante e prático para a nossa vida. Aquilo que não é relevante nem prático para a nossa vida hoje, NÃO DEVERIA SER VALORIZADO EM CONCURSO.

Este é meu pensamento.

João Moreno de Souza Filho.

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